TUDO SOBRE CO-WASH E COMO FAZER

 

 

Olá, pessoal! Eu sou a Mari Morena e hoje vamos conversar sobre o que é e como fazer co-wash!

Co-wash é uma forma de lavar o cabelo usando condicionador ao invés do shampoo. Do inglês “co-wash” significa conditioner whash, ou seja, “lavar com condicionador”, um nome bem autoexplicativo!

 

O co-wash limpa e higieniza o nosso cabelo de uma forma muito mais suave do que o shampoo. Assim, ele não tira a hidratação natural e nem danifica o cabelo. Além disso, qualquer tipo de cabelo pode usar o co-wash, independente do seu cabelo ser liso, cacheado, quimicamente tratado ou descolorido.

 

Entretanto, os tipos que mais se beneficiarão do co-wash são os cabelos ressecados e danificados. Os cabelos crespos e cacheados são mais danificados por causa de suas estruturas, pois elas evitam que o óleo produzido naturalmente no nosso couro cabeludo consiga chegar nas pontas do nosso cabelo. Por isso, o cabelo fica mais ressecado e menos protegido de danos.

 

É exatamente por esse motivo que a técnica do co-wash é muito popular entre as crespas e cacheadas, mas quem tem cabelo liso e ondulado – com certeza – também pode fazer e se beneficiar muito do co-wash. Inclusive, se você tem a raiz do cabelo oleosa, o co-wash ajuda a equilibrar a oleosidade natural da raiz do seu cabelo, fazendo com que ele pare de produzir óleo excessivamente. Além disso, por essa técnica ser uma limpeza mais suave, ela também tende a desbotar muito menos os fios do cabelo, por isso, quem pinta o cabelo – seja para cobrir os fios brancos ou apenas para mudar a cor natural – também pode se beneficiar demais do co-wash!

 

O co-wash é usado, principalmente, para quem segue as técnicas do No e Low Poo (se você não sabe o que significam essas técnicas é só conferir o post anterior), mas você não precisa, necessariamente, seguir essas técnicas para fazer uso do co-wash. Mesmo que você utilize higienizadores com sulfato e “produtos proibidos”, pode usar e se beneficiar da técnica do co-wash. Para isso, precisa apenas intercalar o uso do co-wash com o uso de um higienizador com sulfato e não terá problema nenhum, seu cabelo ficará limpo e o co-wash vai ajudar a impedir os possíveis danos ao seu cabelo, deixá-lo mais saudável e mais hidratado.

 

Para fazer o co-wash nós usamos um condicionador, pois o foco da técnica é lavar o cabelo com condicionador, mas esse condicionador não pode possuir nenhum tipo de: óleo mineral ou parafina, que são os “petrolatos”; sulfatos, nem fracos nem fortes; silicones, nem insolúveis nem solúveis. Isso significa que o condicionador precisa ser liberado para a técnica No Poo, não apenas para a técnica Low Poo, porque produtos liberados para Low Poo podem possuir em sua composição silicones insolúveis.

Nunca é indicado usar silicone – ou óleo mineral e parafina – direto no couro cabeludo porque eles podem entupir os poros do cabelo, causando queda, seborreia, entre outras coisas. Por isso, é muito importante que o condicionador seja 100% liberado para No Poo.

 

Existem três tipos diferentes de produtos que podemos usar para fazer co-wash. Os dois tipos principais são: o co-wash sem anfótero e sem agente de limpeza, que é o produto 100% liberado para No Poo (sem sulfato, sem silicone, sem óleo mineral ou parafina e sem agentes específicos para limpeza); o co-wash com anfótero, também conhecido como cocoamidopropyl betaine, que é o agente de limpeza mais comum. O anfótero consegue limpar dos cabelos os silicones insolúveis, mas não consegue limpar nenhum tipo de óleo mineral, parafina ou petrolato. Então, essa é a grande diferença do co-wash com anfótero e sem anfótero. Um exemplo do co-wash com anfótero é o Higienizador para Co-Wash Detox Mari Morena.

 

Além disso, o anfótero também é muito encontrado em higienizadores sem sulfato. A grande diferença de um higienizador sem sulfato para um condicionador para co-wash que tem anfótero – considerando que os dois têm esse componente – é que o co-wash possui esse agente de limpeza em uma concentração menor. Normalmente, a concentração de anfótero em condicionadores para co-wash é de cerca de 4% e em higienizadores sem sulfatos pode chegar até 10%. Por isso que, em teoria, o higienizador sem sulfato faz uma limpeza um pouco mais forte do que o condicionador para co-wash, que faz uma limpeza mais leve, pois ele tem uma concentração menor do anfótero.

 

A terceira categoria de co-wash é uma categoria um pouco mais recente, uma forma renovada do co-wash, que é o co-wash que tem agente de limpeza, mas que não é o anfótero. Desde que a técnica do co-wash surgiu, obviamente, foram descobertos diversos outros componentes e agentes de limpeza, inclusive agentes de limpeza mais leves e suaves do que o anfótero, como por exemplo o decyl glucoside que, ao contrário do anfótero, não consegue limpar silicones insolúveis. Assim, o objetivo desse agente de limpeza não é limpar silicone e nem óleo mineral, é só ajudar na higienização do seu cabelo e couro cabeludo.

 

No quesito poder de limpeza, o co-wash com anfótero é o mais eficaz, em segundo lugar temos o co-wash com outro tipo de agente de limpeza e em terceiro lugar – o que 

fará uma higienização mais leve – é o co-wash sem anfótero nenhum. Cada tipo será utilizado de acordo com a sua necessidade de limpeza, o que significa que não existe uma forma melhor do que a outra.

 

Agora que já entendeu o que é co-wash, o que é utilizado para fazê-lo e os diferentes tipos, vamos entender como o co-wash é feito. O procedimento é o mesmo independentemente do tipo de co-wash ou produto que você estiver usando: o primeiro passo é molhar bem o cabelo, para que haja diluição completa do condicionador e ele seja espalhado uniformemente nos fios. Após molhar o cabelo, eu gosto de dividi-lo em duas mechas, caso seu cabelo não seja grande, duas mechas serão o suficiente, isso é importante para que o couro cabeludo seja tocado. Comece com um lado de sua cabeça, acrescente uma quantidade de produto considerável e aplique direto na raiz do cabelo – essa é a área que mais precisa de foco na hora de fazer o co-wash – fazendo essa limpeza. Massageie o produto no couro cabeludo com as pontas dos dedos, não gosto de fazer movimentos circulares, pois eles tendem a embaraçar o cabelo, por isso uso as pontas dos dedos, deixo a mão aberta e faço movimentos de baixo para cima. Muito cuidado para quem tem unha grande não acabar ferindo o couro cabeludo, o processo é feito com as pontas dos dedos e não com a unha. Massageie bastante o couro cabeludo, tire esse tempo para o seu momento de autocuidado.

 

Caso esteja fazendo um co-wash sem anfótero ou sem nenhum tipo de agente de limpeza, a massagem é fundamental, principalmente porque ajudará a sujeira e o excesso de oleosidade que estão no seu couro cabeludo se desprenderem e após o uso do condicionador, irem embora. Então, é importante frisar que ação do co-wash nos fios é diferente da ação de higienizadores com sulfato, por isso é necessário que os fios sejam massageados por dois ou três minutos.

Depois que massagear o couro cabeludo, coloque um pouco mais de co-wash na mão aplique no comprimento, massageando bem para espalhar, diluir o produto e fazer a limpeza dos fios. Nesse momento, já gosto de ir desembaraçando o cabelo, pois como estamos utilizando um condicionador, ele ajuda bastante a desembaraçar os fios. Depois disso, vá para a outra mecha do outro lado da cabeça e faça exatamente a mesma coisa: aplique uma quantidade considerável de produto na mão, passe direto na raiz do cabelo e massageie bem com bastante paciência, aplique mais um pouco no comprimento do cabelo, desembarace e massageie para limpar e higienizar. Gosto de jogar o cabelo para a frente e massagear o couro cabeludo meio que “de cabeça para baixo”, caso você esteja grávida ou tenha labirintite, não faça isso, mas, se esse não for o seu caso, isso será maravilhoso para ativar a circulação do couro cabeludo estimular o crescimento capilar.

 

O co-wash em si já é uma técnica que ajuda a estimular o crescimento capilar, exatamente por causa da massagem, de todo esse cuidado e todos esses componentes ativos que estamos colocando diretamente no nosso couro cabeludo. Depois de massagear bem, eu, Mari, gosto de deixar o co-wash agir um pouquinho no meu cabelo, porque esses produtos, normalmente, são extremamente hidratantes em sua composição e fazem muito bem ao couro cabeludo, então gosto de deixar agir para garantir que estou aproveitando ao máximo esses componentes, hidratando e tratando o cumprimento dos meus fios e do couro cabeludo, não precisa deixar muito tempo, só um ou dois minutos, faço isso enquanto me ensaboo ou faço outra coisa do meu banho. Após esses minutos, eu enxaguo o cabelo – essa também é uma parte importante do co-wash, porque enquanto estiver enxaguando, é necessário que continue massageando o couro cabeludo. Esse processo ajudará a desprender a sujeira, oleosidade excessiva e garantirá que retirou todo o produto. Após o enxague, você pode usar condicionador ou máscara e seguir com sua rotina, se você usou um co-wash que não tinha nenhum tipo de agente de limpeza, não precisa, necessariamente, passar um condicionador ou máscara, é opcional, caso não queira, finalize seu cabelo como preferir. Mas, se você usou um co-wash que tem agente de limpeza, seja ele o anfótero ou um agente de limpeza mais leve, você precisará passar um condicionador ou uma máscara. Lembrando que condicionador para co-wash que tenha um agente de limpeza em sua composição, só pode ser utilizado para higienização dos fios, por isso não é indicado utilizá-lo para finalização ou usar como máscara, isso é algo que só pode ser feito com produtos multifuncionais.

 

Espero que tenham aprendido e que eu tenha sanado suas dúvidas sobre co-wash, caso a dúvida tenha permanecido, pode deixar um comentário no nosso Instagram @marimorenaloja que farei um esforço para te responder. Se inscrevam no canal Mari Morena, e não deixem de acompanhar toda semana um conteúdo novo por aqui, teremos muitas postagens que com certeza irão gostar!

 

Obrigada e até a próxima!

 

 

06/10/2021

 

 

5 ERROS QUE VOCÊ COMETE DEPOIS DE LAVAR O CABELO

 

Oi, pessoal! Eu sou a Mari Morena e hoje quero falar com vocês sobre cinco erros que muita gente comete logo depois de lavar o cabelo, com os fios ainda molhados.

 

O primeiro erro cometido por muitas pessoas é começar a desembaraçar o cabelo da raiz para as pontas. Quando você faz isso, puxa todos os nós de cima, embolando na parte de baixo do seu cabelo e isso só vai provocar mais nós, ocasionando a quebra dos fios. Principalmente quem tem cabelo crespo ou cacheado como o meu, precisa desembaraçá-lo das pontas em direção à raiz. Então, você deve sair do banho com o cabelo molhado, dividi-lo em mechas e desembaraçá-lo lentamente das pontas para a raiz. Caso queiram saber quais são as melhores escovas e pentes para usar em cabelos crespos e cacheados – que nos ajudam a desembaraçá-los sem quebrar os fios, além de serem ótimas para fazer fitagem – é só dar uma olhada no meu canal do Youtube que lá tem um vídeo completo sobre esse tema!

 

O segundo erro – sempre que vejo alguém fazendo o meu coração acelera – é torcer o cabelo ao sair do banho, quando você pega os seus fios enrola e torce para tirar a água. O seu cabelo não é uma toalha e nem uma roupa que você lavou e agora está torcendo para tirar o excesso de água. Esse movimento de torção acaba esgarçando os fios do seu cabelo! Imagina que você está puxando, esticando, enrolando-os, isso com o tempo vai acabar gerando a quebra dos fios ou, pelo menos, o enfraquecimento deles. Por isso, por favor, nunca torça o seu cabelo para tirar a água, principalmente porque quando o cabelo está molhado, ele se encontra no estágio mais frágil, já que suas  cutículas estão cheias de água, o que o deixa expandido e mais propenso a quebra. Então, é um momento que precisamos ter bastante cuidado com o manuseamento dos fios, por isso, é muito importante não os torcer, mas sim apertá-los de baixo para cima, gentilmente, para ajudar a tirar o excesso de água, sem necessariamente torcer e nem puxar o cabelo.

 

O terceiro erro – se você não comete, com certeza conhece alguém que cometa – é sair do banho e secar o cabelo esfregando a toalha nele. O seu cabelo está molhado, sensível e ao fazer isso você está causando muito atrito nos fios! Essa prática faz com que as cutículas do seu fio fiquem mais levantadas, ocasionando ressecamento e danos permanentes no seu cabelo, pois dessa maneira você retira água demais e pode acabar gerando quebra e  pontas duplas. Então, a primeira coisa que você precisa fazer é não usar uma toalha para secar o seu cabelo. A toalha que nós usamos para secar o corpo possui dois fatores sobre ela: é feita para enxugar muita água, então ela suga a água com rapidez, o que para o cabelo não é bom, ocasionando o ressecamento dos fios; os pelinhos desse tipo de toalha também geram muito atrito no fio já conversamos que o atrito pode danificar as cutículas, ressecar e quebrar o fio.

Então, troque a toalha normal que você tem usado para secar o seu cabelo – deixe ela apenas para secar o corpo – e use uma toalha de microfibra ou de 100% algodão. Na hora de secar, não esfregue a toalha no cabelo, apenas a aperte de baixo para cima, sem esfregá-la no cabelo, pois pode causar quebra, dano e ponta dupla.

 

O quarto erro está relacionado àquelas cenas de filme, que a pessoa sai do banho, enrola o cabelo para cima, pega outra toalha e enrola no corpo e vai fazer um café? Então... Não replique essa cena na sua casa. Enrolar a toalha no cabelo e colocá-lo para cima, significa que você está direcionando o peso da toalha molhada e de todo o cabelo nos seus folículos capilares, é como se você tivesse colocado algo muito pesado puxando seus fios, e isso gera muita tração nos seus folículos – que são a parte que fica dentro do nosso couro cabeludo é de onde o cabelo nasce e cresce – então, se colocarmos peso e força nessa parte da cabeça toda a vez que lavamos  o cabelo, os folículos são puxados e ocorre enfraquecimento dos fios. A longo prazo, isso pode gerar a quebra do cabelo direto do folículo, além de ocasionar queda e scab hair. Portanto, o ideal quando você for secar seu cabelo depois do banho é colocá-lo na toalha adequada e prendê-lo para baixo. Desse jeito você não está tracionando demais os fios enquanto está molhado e nem colocando peso nos seus folículos, dessa forma vai secá-lo perfeitamente.

 

O quinto erro – que também é muito comum e eu sempre peço para vocês não fazerem – é dormir com o cabelo molhado. Tomar banho, lavar o cabelo logo antes de dormir e ir direto para cama com os fios molhados. Quando você está dormindo, seu cabelo não vai secar da mesma forma e com a mesma rapidez que ele secaria normalmente. Tanto que muitas vezes, quando vamos dormir com o cabelo molhado, acordamos e ele continua molhado, por mais que tenhamos dormido por oito ou dez horas. Isso significa que seu cabelo ficará molhado e úmido por muito tempo, o que pode provocar mofo e enfraquecimento , pois, além de molhado,  estará em contato e em atrito com o travesseiro. E claro, você pode ficar doente por isso, porque não é recomendado dormir com a cabeça molhada. Então, se você precisa muito lavar a cabeça antes de dormir, “Mari, cheguei do trabalho cansada, exausta e precisava lavar a cabeça porque meu cabelo estava muito sujo”, tenho uma dica pra você: lave o cabelo no banho, como de costume, se quiser passe a máscara de hidratação e quando sair do banho, não finalize o cabelo, seque do jeito que ensinei aqui e passe um pouquinho de óleo nas pontas para evitar a exposição do fio – quando nosso cabelo não está finalizado, ele seca muito mais rápido – E aí, se você esperar vinte minutos ou meia hora, vai perceber que seu cabelo já vai estar quase 100% seco. Para evitar ainda mais o dano, você pode fazer duas trancinhas quando ele estiver o mais seco possível, e aí, sim, você vai dormir. Dessa forma, seu cabelo já não estará tão molhado e úmido quanto ele estaria se você tivesse saído do banho, finalizado o cabelo e ido dormir com ele molhado.

Espero que essas dicas sejam úteis pra você, aproveite e comente no nosso Instagram @marimorenaloja quantos desses erros você cometia até agora, porque sei que daqui pra frente vocês não vão cometer mais, o importante é aprendermos. Antes tarde do que nunca!

 

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Obrigada e até a próxima!

29/09/2021

 

COMO SABER SE SEU PRODUTO É LIBERADO

 

Olá, pessoal! Este post faz parte da nossa série “Tudo sobre No Poo e Low Poo” e hoje eu vou ensinar a você como identificar se um produto é liberado ou não para essas técnicas.

Você já deve ter escutado por aí as pessoas falando sobre “produto liberado” ou até mesmo as marcas anunciando: “esse produto é liberado!”. E, se você ficou se questionando: “liberado de quê? Liberado por quê? Liberado para quê?” Calma, que eu vou te explicar!

 

Nas técnicas do No e Low Poo existem três componentes que devem ser evitados: os silicones insolúveis, os sulfatos e os óleos minerais. Então, produtos que possuem esses componentes são os chamados “produtos proibidos” e produtos que não possuem são os “produtos liberados” para as técnicas do No e Low Poo.

 

Hoje em dia existem muitas marcas que colocam na embalagem que o produto é liberado, mas fica aqui o alerta para você tomar cuidado com isso, porque existem marcas que já erraram, por falta de conhecimento profundo sobre as técnicas, associando, por exemplo, a ausência de parabeno às técnicas, mas o parabeno não tem, necessariamente, nada a ver com elas.

Ou então, fazem propaganda de produto liberado, mas não falam de quê, não falam se ele tem silicone, se tem óleo mineral ou se tem sulfato. Por isso, é muito importante as pessoas que seguem ou pretendem seguir as técnicas de No ou Low Poo entenderem e saberem ler a composição do produto para não dependerem das marcas e não levarem um produto que não é liberado para casa.

 

Então, para um produto ser liberado para Low Poo, ele não pode ter na composição: sulfatos e óleos minerais, ou parafina líquida, que é basicamente a mesma coisa, apenas com um nome diferente.

 

Os sulfatos estão presentes, na maioria das vezes, em higienizadores, pois têm ação semelhante à de um “detergente”, um agente de limpeza, que faz espuma e que lava o cabelo. Então, para saber se um higienizador tem ou não sulfato na composição, ou seja, se ele é ou não liberado para Low Poo, você deve verificar, atrás do seu produto, normalmente onde está escrito “ingredientes” ou “composição”, se nessa lista de ingredientes tem algum desses componentes da imagem a seguir, que é a lista atualizada dos sulfatos:

 

 

Essa lista está adaptada para você guardá-la no seu celular. Então, você salva nos favoritos e, quando estiver na loja, pega o higienizador em uma mão, a listinha na outra, olha a composição do higienizador e olha a listinha: se tiver algum componente da listinha de sulfatos nos ingredientes desse higienizador, significa que ele não é liberado e que tem sulfato. Se ele não possuir nenhum dos componentes da listinha, significa que é liberado e sem sulfato.

 

Existe uma diferenciação, dentro do Low Poo, entre os sulfatos fortes e os sulfatos fracos. Tem gente que segue o No e Low Poo e acha “ok” usar sulfatos fracos. Tem gente que prefere evitar, tanto os sulfatos fracos, quanto os sulfatos fortes.

 

Eu, Mari, evito todo tipo de sulfato. Então, para mim não importa se ele é forte ou se ele é fraco, eu não colocarei no meu cabelo. Mas, se para você usar sulfato fraco é “ok”, as listinhas estarão logo abaixo:

 

 

 

Agora que você já sabe identificar os sulfatos, vamos para os óleos minerais ou parafinas líquidas. Esses, diferentes do sulfato que está mais presente nos higienizadores, estão presentes em basicamente qualquer coisa.

 

Então, creme de pentear, máscara de tratamento, sérum, leave in, gelatina, geleia, gel... qualquer um desses produtos pode ter óleo mineral em sua composição. Da mesma forma, a lista com os nomes dos óleos minerais e como eles costumam aparecer nos ingredientes dos produtos estará aqui embaixo:

 

 

Então, com essa listinha, você vai fazer a mesma coisa: pegar a sua máscara, o seu leave in, o seu creme de pentear, o seu gel – seja lá o que for –, olhar atrás do produto e verificar se na composição tem algum daqueles nomezinhos que estão por óleo mineral ou parafina líquida e aí, se tiver, você já sabe que não é liberado.

 

Mari, isso é muito difícil! Toda vez que eu quiser saber se um produto é liberado ou não, tenho que pegar a listinha e procurar os nomes um a um?” Sim, mas é só no começo. Acredite em mim, com o tempo você vai começar a decorar esses nomes, é um processo natural. De início, os nomes podem parecer difíceis, mas são simples, são todos “parecidos”. Por exemplo, o óleo mineral, normalmente, vem como mineral oil, que é óleo mineral em inglês ou como paraffinum liquidum, que é a parafina líquida. Esses são os dois tipos mais comuns, então, se você decorou esses dois, conseguirá identificar de cara um monte de produto que tem óleo mineral na composição.

 

Agora que já sabe identificar se um produto é liberado para Low Poo, vamos para os produtos liberados para No Poo.

 

Para um produto ser liberado para No Poo, ele não pode ter nenhum dos ingredientes que já falei para você: sulfato, óleo mineral ou parafina líquida. Além disso, não pode ter silicones insolúveis, que serão detalhados na imagem logo abaixo:

 

 

Silicones insolúveis são “parecidos” com o óleo mineral, portanto, também estarão presentes em: condicionador, leave in, creme de pentear, finalizador, gel, óleo, gelatina e em tantos outros produtos. Costumamos diferenciá-los em insolúveis e solúveis. O que isso significa? Existe um tipo de silicone específico, o silicone insolúvel, que não se solubiliza em água, logo, precisará da ação de algum agente para removê-lo de seu fio. Por outro lado, temos também os silicones solúveis, que solubilizam em água, por isso, não é necessária a utilização de nenhum agente de limpeza para removê-lo do seu fio, pois só a ação da água é suficiente para solubilizá-lo.

 

Da mesma forma, dentro do No e do Low Poo, tem gente que acha “ok” usar silicones solúveis, como tem gente que prefere evitá-los. Isso vai do que for funcionar melhor para você. De qualquer forma, assim como separei os sulfatos fortes e os sulfatos fracos, também vou separar os silicones solúveis e os insolúveis e você pode encontrá-los na listinha abaixo:

 

Além de existir produto liberado para No Poo e para Low Poo, também existem produtos liberados para co-wash. Geralmente, todo produto que é liberado para co-wash, precisa ser um produto liberado para No Poo, ou seja, não pode ter silicone insolúvel, óleo mineral e sulfato. Então, se você quer saber se um condicionador é liberado para co-wash, a primeira coisa que precisa ver na composição é se ele não possui esses três tipos de componentes.

 

Existem tipos diferentes de co-wash: o co-wash que fazemos com condicionador normal, que só é liberado para No Poo e tem o co-wash que fazemos com um condicionador, que além de ser liberado para No Poo, tem o anfótero na composição, que é um agente de limpeza semelhante ao higienizador sem sulfato.

 

Na listinha abaixo estão as especificações do anfótero, assim você conseguirá identificar se o co-wash que está usando, além de ser liberado para No Poo – que por regra, precisa ser – também tem anfótero ou não na composição.

 

O nome mais comum utilizado para anfótero é cocoamidopropil betaíne, mas também pode aparecer com outros nomes, ele não é o único agente de limpeza que você pode encontrar. Tanto em condicionador para co-wash, quanto em higienizador sem sulfato, existem outros tipos de agentes de limpeza que também são suaves e liberados para No e Low Poo. Na listinha abaixo está tudo detalhado para você, não só os diferentes nomes do anfótero, mas também os nomes dos outros agentes de limpeza liberados.

 

Espero que essas informações tenham sido úteis para você, caso tenha ficado com qualquer dúvida, pode deixar nos comentários em nosso Instagram @marimorenaloja que farei um esforço para te responder. Se inscrevam no canal Mari Morena e não deixam de acompanhar toda semana um conteúdo novo por aqui. Teremos muitos conteúdos que tenho certeza de que irão gostar!

 

Obrigada e até a próxima!

25/08/2021